10.21.2008

:: não tenho paciência

para posts sobre futebol. 

But then again... devo ser a única mulher no mundo que não tem paciência para os músculos, as poses, o estilo e o Look do Cristiano Ronaldo




às vezes sinto-me meia ET...

10.20.2008

:: éramos quatro. somos os mesmos.

madrid era até então tapas, álcool e compras. 
Agora é reencontro. 
E a constatação feliz de que nada mudou, apesar do tempo.

10.15.2008

:: words, words, words...

há coisas que eu gostava de saber dizer. 
e como não sei, têm de ficar guardadas, dentro de mim.

:: repto

digam de vossa justiça, homens que passam por este blogue! São estas as 10 coisas que vos deixam mais loucos numa mulher? 

:: and so it is !

estamos a formar tontos (...) esses desgraçados que saem do 12º ano de agora têm um diploma de quê?, sabem fazer o quê?, é um atestado de analfabetismo, a escola de hoje.



N.A - Não fui eu que o disse, foi o Medina Carreira ontem na Sic Notícias perante um Mário Crespo deliciado. Perdoem o atentado às regras de pontuação que isto, de facto, não é um excerto literário, mas achei que ficava melhor assim e como o blogue é meu, é assim que vai ficar. Notem que a não utilização de aspas se deve ao facto de esta não ser uma citação literal quer das palavras do senhor, quer  da sua ordem de pensamentos. É que isto passou-se ontem à hora de jantar e a minha memória já não é o que foi em tempos...

10.14.2008

:: IKEA



Pergunto-me se as suecas, nos seus corpos perfeitos, nas suas casas maravilhosas, na sua vida de sonho, também ficam assim depois de tentar montar um móvel IKEA (bem giro, por sinal)




:: a queda


Reparei primeiro na camisola, de lã grossa, demasiado grossa para o calor que fazia. A malha tinha falhas, ou melhor dizendo, buracos, e tentava, quem sabe, iludir os ossos salientes sob a pele envelhecida e escura do sol. Depois vi os olhos, verdes, vazios. Não encontrei o brilho, há muito perdido.

Ela olhou para mim, de baixo para cima, e o olhar trespassou o meu corpo, como se visse para além de mim. Parecia que há muito que as pessoas haviam deixado de existir para ela. Tem graça. Devia ter aí uns 80 anos e ainda se sentava no chão, na calçada. Tinha a espreitar-lhe das rugas, apesar de tudo, um pingo de juventude, um ar trocista. Como quem diz "estou aqui, sou real e há tantos outros como eu. Olhem, olhem para mim e vejam. Pensem! Culpem-se". E eu obedeci, pensei nela, e houve qualquer coisa de culpa nesse pensamento.

Aquele olhar sem fim, à deriva, ficou sempre na minha memória. Dizia tanta coisa e era, ainda assim, tão cheio de nada. Foi a primeira vez que fiquei a pensar na decadência da idade. E só porque a velhice dela estava ali, à minha frente, a agredir-me e a atirar-me à cara a efemeridade da minha juventude. E agora, de vez em quando, acontece de novo.