12.28.2008


o meu presente ontem foi estarmos juntos outra vez. todos. sem faltar ninguém. como deve acontecer sempre, mas já não acontecia há algum tempo. e sentir, como sinto sempre, que nós seremos sempre, nós.

e, para além disso, ainda tive um bónus: leitura de murro de estômago (espera-se! T, prometeste!) com manual de instruções e tudo!




Livro para a Ida - A História de um Sonho de Arthur Schnitzler



Livro para para o regresso - o animal moribundo

e agora, após este pequeno intervalo para postar, vou voltar à árdua tarefa de fazer as malas enquanto solto impropérios dirigidos à mesma, porque só percebi agora que o fecho da minha mala é de código. isto depois de ter gasto 17 malditos euros numa porra de um cadeado especially for USA. Senhores das alfândigas desta terra e da outra, se me partem a malinha para a revistar, não respondo por mim. Atentem no que vos digo...

 

:: the time has come !


e não há greves de tripulação, nevões, tempestades ou multidões que me impeçam de aterrar amanhã em NY

12.22.2008

:: errar. até um dia.

isto de desejar muito uma coisa que nunca chega, de ter a capacidade autoflagelante de acreditar sempre, apesar de todos os sinais em contrário e de deixar teimosamente a esperança regressar de todas as vezes que parte ... não é virtude de todos... 
é só dos parvos, mesmo!

12.19.2008

:: tanto e tão pouco

foi num dia desta semana à noite. a fila indiana era inesperadamente ordeira. foi a minha primeira vez e pensava que já sabia tudo, que não me ia surpreender. e no entanto vi tanta coisa que as reportagens da tv nunca me tinham mostrado... 

Vergonha e Indiferença. Revolta e Resignação. Loucura e Lucidez desconcertante. Vi Embriaguez. Sofrimento. Esperança e Desilusão. vondade de Lutar e Inércia. Juventude e Brio. Idade e Desespero. Também havia Frieza, mas sobretudo, Reconhecimento.  

 e de tudo isto que nunca vou esquecer, sei que recordarei com particular intensidade os olhares fugidios de vergonha. e os que tinham o “obrigado” no olhar. porque percebo tão bem a vergonha dos que têm que se expor à caridade alheira  em plena Lisboa para poder comer uma sopa quente . e porque não têm que existir obrigados. ninguém está de parabéns por distribuir sopa de barriga cheia, por estar duas horas ao frio e no fim regressar ao conforto do lar, quando há quem durma ao relento hoje, amanhã e sempre. porque tirar duas horas da minha vida confortável e abdicar de um cinema para estar ali não merece um olhar de agradecimento. 

nasceu em mim uma responsabilidade que desconhecia: a de dar mais do meu tempo e menos do meu dinheiro.

 

Obrigada M por nos teres mostrado.

12.11.2008


diz que até somos modernaços e com queda para a tecnologia. que gostamos de computadores, de ipods de iphones de telemóveis de PDAs... que recusamos ser info-excluídos. diz até que recebemos a notícia do Magalhães com algum orgulho (que só durou enquanto não percebermos que era fraquinho, coisa de crianças).

diz que gostamos de nos cultivar sobre a World Wide Web - 

"Lá está o rapaz enfiado na internete, páh. Larga já isso que te dá cabo dos olhos e da cabeça! Vai mazé jogar com a Nintendo PSP, ou lá o que é, como os rapazinhos da tua idade fazem. Ai minha Nossa Senhora que este filho só me dá preocupações..." 

e enchemos o peito no escritório para falar do computador novo que vamos comprar no Natal. dizemos gigas, capacidade de memória, e processador sem saber muito bem onde colocar cada termo na frase, mas até nos costumamos safar.

e agora este estudo diz que até compramos coisas online, com cartão de crédito, sem medos. eu acredito, porque a fonte é segura. e fico feliz, cheia de orgulho. Afinal é verdade, até somos virados para a tecnologia e é por isso que temos uma média de 10 telemóveis por cabeça em cada família.



e já agora, aproveitem e façam as vossas compras de Natal online. Eu já fiz as minhas.