3.19.2009

:: estou mesmo crescida páh

ontem, pela primeiríssima vez nos meus redondos vinte-e-nove-quase-trinta-anos-de-vida, joguei no Euromilhões. e joguei à antiga. sem deixar a aldrabona da máquina escolher-me a sorte!


percebo que o mundo está virado do avesso quando um portátil novinho em folha, com as teclas duras da falta de uso e o ambiente de trabalho virgem, me deixa ligeiramente excitada com o mundo de possibilidades que de repente antevejo no meu dia-a-dia profissional.

bom... virado do avesso, é certo, mas ainda longe do fim. note-se que as novas sensações acontecem 5 semanas depois de ter o referido computador desligado a apanhar pó sem merecer da minha parte um olhar de atenção que fosse.

convenhamos, mais vale uma máquina completamente lixada que leva 3 horas a arrancar (sempre é uma boa desculpa para ir beber um café) do que despender paciência e neurónios a explorar coisas com as quais definitivamente não sabemos lidar.

:: ser crescido é isto

é uma constatação triste, mas nos dias que correm não tenho tempo para pensar, para me sentar (sentido figurado meus caros, que o dia é passado em cima do traseiro) a escrever aqui coisas com pés e cabeça ou com mais de duas linhas. não sei escrever se não me consigo ouvir e (isto sim é verdadeiramente triste) sem conseguir ouvir os outros, sentir os outros, gozar momentos de partilha.

tudo é feito no meio de uma corrida, com o telefone a saltar-me das mãos. a pressão dos prazos no trabalho sufoca as conversas e tira-me o sorriso para os outros. se quero ir ao ginásio, não posso estar com a família, se tento fazer ambos, tenho de tirar pelo menos mais duas horas de sono às parcas 6 a que tenho direito ultimamente.

mas não é a má disposição da privação de sono que me preocupa... o problema é que chego àconclusão que cada vez mais me apetece ler lixo e ver televisão lixo, daqueles programas de digestão fácil, de preferência rápidos, que não deixem o coração acelerado e uma ruga na testa. 

3.16.2009

:: peixe fora d'água

já todos, em algum momento, nos sentimos como peixe fora d'água (e de certeza também debaixo dágua!). não deixem de espreitar a vida neste aquário que fala disso mesmo - o sentimento de não-pertença de um expatriado.

Bem-vinda Golden!  :)

:: adenda

serve esta adenda para comunicar que o post anterior foi publicado num momento particular de delírio e grande falta de lucidez.
  
assim sendo...

VIVÓ VERÃO!

3.11.2009

:: ode ao Inverno

todos os anos, quando chega Março, invariavelmente, espero em ânsia pelos primeiros raios de sol. e quando eles chegam, saio à rua, sinto o calor e sorrio para mim própria (e para os outros também, há quem diga que toda eu me transformo num sorriso quando o sol aparece).

no dia seguinte acordo, de olhos inchados, nariz em ferida, com uma produção de muco nasal que até os mais entendidos diriam impossível ser produzido pelo corpo humano. perco a capacidade de cheirar (que durante o verão até costuma dar jeito), de saborear, o sorriso esvai-se no ranho, o humor volta ao que era e desejo aredentemente que o Inverno regresse com a chuva e as nuvens e o frio e as meias de lã.