5.06.2009

:: random

uma amiga diz-me "estou a dar em doida com a merda deste processo... já ando à volta disto há uma semana e continuo sem entender Muita, Muita coisa!!!"

e eu penso "ora aí está uma frase que faria todo o sentido aplicada à Vida"

4.30.2009

:: M, a conversa de ontem... aqui




In two more years, my sweetheart, we will see another view
such longing for the past for such completion
What was once golden has now turned a shade of grey
I've become crueler in your presence

They say: 'be brave, there's a right way and a wrong way'
This pain won't last for ever, this pain won't last for ever

Two more years, there's only two more years
Two more years, there's only two more years
Two more years so hold on

You've cried enough this lifetime, my beloved polar bear
Tears to fill a sea to drown a beacon
To start anew all over, remove those scars from your arms
To start anew all over more enlightened

I know, my love, this is not the only story you can tell
This pain won't last for ever, this pain won't last for ever

Two more years...

You don't need to find answers for questions never asked of you
You don't need to find answers

dead weights and balloons
drag me to you
dead weights and balloons
to sleep in your arms
i've become crueler since i met you
ive become rougher, this world is killing me

we cover our lies with handshakes and smiles
we try to remember our alibis
we tell lies to our parents he hide in their rooms
we bury our secrets in the garden
of course we could never make this love last
i said of course we could never make this love last
the only love we know is love for ourselves
we bury our secrets in the garden

4.29.2009

e pronto! 

já não consigo (nem quero) disfarçar os tremeliques nas pernas sempre que alguém espirra num raio de três metros...

deixem-me dar asas à minha veiazinha hipocondríaca e assumir que aderi oficialmente à onda de pânico generalizado causada por tanto brainwashing mediátio e popular. 



mãe, não ajuda ligares-me todos os dias de manhã a pedir-me que cancele a viagem para Cuba com o argumento de que fica ali mesmo ao lado do México... 

o embargo não incluirá micróbios também?!

:: a nossa missão

não é pelo que estas palavras significam para mim, nesta altura; não é por terem sido escritas por quem foram. é pela simplicidade, pureza e certeza que carregam que as linko aqui. é por isso que merecem ser lidas por toda a gente.
dava-me o indicador para atravessarmos a rua e eu acedia, iludida da minha independência, por não ser a mão toda e abraçava com força o dedo grosso e forte. era nessa altura que quase sempre ele trauteava a música, sempre a mesma, sempre no tom, e de todas as vezes eu ria, envergonhada, porque apesar de não saber nada do amor, na altura eu já desconfiava que aquelas palavras eram de amor.

...o meu amor é peqenino como um grão de arroz, é tão pequeno que ninguém sabe onde mora... ai, se o amor vier, seja o que Deus quiser...

e à segunda estrofe já eu tinha perdido o embaraço e cantava com ele. isto acontecia depois do reencontro, uma vez por semana, às quartas-feiras. todas as quartas-feiras eu sabia que era ele que estaria do lado de fora do colégio e nesses dias, as minhas pernas ganhavam asas. eu saltitava no caminho para o parque enquanto ele mantinha o passo certo e o aprumo. lembro-me da camisa branca. sempre brancas as camisas, como o cabelo. e perfumadas.

no parque eu corria para os baloiços e ele descascava a banana. o nosso ritual para que eu comesse o lanche sem queixas era apanhar das mãos dele com a boca os bocadinhos da banana e do pão entre o vaivém do baloiço. comigo de barriga cheia ele vinha, com paciência infinita, para trás do baloiço aceder ao meu pedido - "mais alto avô, mais alto até tocar com o pé naquele ramo da árvore". e apesar de estar de costas sentia-o sorrir para dentro, como quem faz que sim, enquanto travava a minha vontade de voar. 

homem de poucas palavras, o meu avô, mas de uma sabedoria infinita.


4.28.2009

:: deep, deep into the water

a cereja em cima do bolo no fim de uma semana ligeiramente conturbada, to say the least:

entusiasmadíssima e expectante na primeira sessão de mergulho em mar alto e sou surpreendida por um.... ataque de pânico a, hummm.... digamos.... um metro da superfície... um metro e meio, vá...

4.24.2009

:: agora a sério páh,


arranjem-me o contacto de um bruxo eficiente e baratinho!!!

é que depois da privação de sono por três noites consecutivas; de ver o combóio partir mesmo, mesmo quando chego à plataforma, todos os dias, para lá e para cá, desde o início da semana; de me terem deixado um desenho abstracto num sítio que NÃO É SUPOSTO SER TELA DE ARTE para as esteticistas darem asas à imaginação; de ter ficado com o casaco preso no metro e ainda ter de levar com as pessoas do lado de fora a gozar o pratinho delas de dedo em riste apontado para mim e ar de troça como manda a boa educação portuguesa

... o cabrão do pássaro deve ter achado que o meu ar miserável não era assim tão miserável ali sentadinha no largo Camões a pensar na minha vidinha e resolve cagar-me (que é mesmo assim!) em cima!