tinha decidido, por uns tempos, acabar com os posts sérios ou moderadamente sérios. porque estamos na silly season, está calor e a vida corre-me sempre melhor quando a tempreratura ultrapassa os 25º (o espelho também fica mais simpático e com vontade de me devolver uma imagem bonita e isso, convenhamos, contribui para o mood lift) mas depois acontece um Domingo como este e deita por terra as melhores intenções. não são só as temperaturas que ameaçam descer aos 12º até quarta-feira - com isso posso eu bem - são os planos, completamente arruinados,de uma manhã debaixo de sol com os pés enfiados na areia a renovar as energias para a semana inteirinha sem feriados que se aproxima.
disclaimer feito, e considerações meteorológicas ultrapassadas, hoje só me ocorre escrever sobre a assustadora percepção de nos encontrarmos presos a uma situação que não avança. há sempre dias em que é fácil não lidar com isso, sacudir o problema e planear, em vez de pensar nisso, uma ida à praia, mas noutros, aqueles em que o céu fica mais escuro, não há como evitar questionarmo-nos.
eu questiono-me (com demasiada frequência e sobre demasiadas coisas, quer-me parecer e já mo disseram) e o mais irónico é que tanta prática de questionamento e suposto auto-conhecimento ainda não me tenham levado a lado nenhum. porque para saber onde quero estar em cada etapa da vida, qual é o meu lugar e papel enquanto amiga, mulher, filha, há que saber quem sou e, mais importante, quem quero ser.
e assim, sem dar conta, este post ,que começou por ser relativamente genérico, passou sem que eu desse conta, para a primeira pessoa. ganha genuinidade, perde em relevância.
agora parece que o tempo está a querer mudar, pode ser que se arrependa, vou lá para fora sacudir a água do capote, que é como quem diz, não pensar mais nisto.