2.12.2010

e é isto! chegamos de novo àquela época de ano em que, a todo o momento, corremos o risco de levar um safanão do Zorro em pleno metro de Lisboa.

[crianças mascaradas às 8 da manhã é algo que me aflige sempre muito. uma pessoa, ainda meia sonolenta, não está preparada para olhar para baixo e ver uma espada em riste e um olhar malévolo dirigido a si...]

:: i num instante tudo muda / o governo tropeça e cai

o Sol afinal sempre saiu para as bancas. eu comprei o I.

2.09.2010

::toujours, hier

há dias vi outra vez, pela primeira vez, o meu avô.

...não era mesmo o meu avô. foi num restaurante cheio de gente, os nossos amigos ali na mesa, distraídos com uma piada. cheguei-me a ti e disse baixinho: está ali o meu avô. e tu procuraste-o com o olhar, sorriste, passaste a mão pela minha perna e disseste: é muito parecido, sim. 

era parecido, sim. o mesmo peso no corpo e o olhar perdido, os mesmos passos pequeninos dos últimos meses. a ausência do sorriso.

desde aquele dia em Dezembro que não chorava. lembro-me dele, muito,  mas a saudade nunca mais se materializou em lágrimas.

podia ter vindo cá para fora chorar, mas as lágrimas à chuva molham mais.

::things that inspire me

2.08.2010

::estou mesmo a precisar de uma estante


a ver se não cai.


::bullet proof

[na casa de banho do restaurante]

"mãeeeeeeeeeeeeeee!"
"sim querida?"
"porque é que a xenhoia [eu] tira tanto papel pa limpá as mãox?"
"não sei, querida"
"ó mãe, a xenhoia é má, não é? as pessoas más gastam muito papel e matam as áivoies e as plantinhas"

[cabrões dos putos, topam-me a léguas!]