2.27.2010

há dias assim, de pés descalços e luz apagada. lá fora, ninguém.
ainda assim, o mundo chama. e tu não queres sair.

2.23.2010

::essa maré não é tua

que sabes tu sobre eternidade?
corre, furiosa, por entre as pessoas, até te faltarem pernas, corre até venceres o teu corpo... vais acabar por perceber, numa curva qualquer, que o cheiro dele não te largou. vais querer roçar as costas na parede com fúria, e pedir para deixar de sentir a marca da mão grande no teu pescoço. desiste disso. limpa o sangue do ombro e inspira essa doçura masculina. ofereço-te a tranquilidade da promessa de que um dia conhecerás uma outra marca, mas é melhor que saibas desde já que não serás tu a decidir quando.

2.20.2010

:: sigh*

nunca serei uma pessoa erudita, tenho uma facilidade demasiado grande em dispersar-me com as coisas absolutamente mundanas da vida. como trapos e má televisão e isso.

[ah! e estava a esquecer-me da idade, com 30 anos, já ninguém muda...e já é idade para ter juízo, como diz a minha sábia mãe]

2.12.2010

e é isto! chegamos de novo àquela época de ano em que, a todo o momento, corremos o risco de levar um safanão do Zorro em pleno metro de Lisboa.

[crianças mascaradas às 8 da manhã é algo que me aflige sempre muito. uma pessoa, ainda meia sonolenta, não está preparada para olhar para baixo e ver uma espada em riste e um olhar malévolo dirigido a si...]