3.08.2010

ah, ah, ah, ah! acreditaram?!
aquele post ali em baixo, a imagem reluzente do três e do zero, era uma partidinha!
são 25 minha gente!

ah, ah, ah!!!! seus tolinhos...

3.07.2010

:: contra factos não há argumentos

:: running ahead of oneself


emprestara ao tempo tudo o que trazia.




idade assim não existe, não é carne nem é peixe.

não se podia dizer que fosse adulta e não me lembro de alguma vez ter sido criança. passara pelo tempo a fingir ser o que não era, até ter finalmente perdido de vista quem na verdade poderia ter sido. poisara o mundo todo, o peso todo do mundo em cima de si, a tonelada do que desejara e, sabia bem, já não iria a tempo de apanhar.

nada a fazer, agora. decidiu então pôr aquela música mais alto e fazer por esquecer o peso imenso no corpo. iria mastigar o latejar dos dias que avançam e ela não. ela, em movimento contrário [sempre!], predispunha-se finalmente a ouvir a música de fundo e dançar a dança dos outros, ouvira dizer que só pode resultar se for assim. afinal os outros já todos tinham percebido isso.

respira. não te percas na loucura das horas geladas.

3.02.2010

:: o segredo mais bem guardado de todos os tempos

o verdadeiro castigo dos prevaricadores do sagrado código da estrada não é a surpresa à chegada ao local fatídico, nem sequer é o temível papel amarelo colado no vidro (seria, quando muito, a cola que teima em não sair). também não é sentir o coraçãozinho apertado enquanto olhamos para a rodinha inofensiva, privada da sua liberdade e movimento. não é, sequer, experimentar novamente as ganas de matar alguém quando as pessoas passam, divertidas, e soltam gargalhadas ao mesmo tempo que apontam para o carro e para a sua ocupante, miserável, furiosa. não são os 90€, nem ter de enfrentar o ar austero-estúpido das autoridades desta província. não é sequer o ar bonacheirão ao telefone do senhor polícia, que parece que ainda estou a ouvir esfregar as mãozinhas sapudas de contentamento enquanto comenta com o outro lá ao lado, "eh,eh, olha mais uma, eh, eh".

não é nada disso, senhores. são duas intermináveis horas e 15 minutos, numa rua de frequência duvidosa, à espera que venham desbloquear a porra da roda!

3.01.2010

:: o ponto alto do meu dia

"(...) solicitamos assim aos Senhores que procedam às negligências necessárias para remover o referido conteúdo".