3.21.2010

às vezes, por exemplo agora, penso onde raio vou buscar estas ideias de me meter em muitas coisas, em coisas parvas. nunca fez tnto sentido como hoje aquela expressão que às vezes usas sobre a pequena terrorista que há dentro de mim. ela que se entretém a deixar granadazinhas em locais estratégicos... é deliciosa esta minha capacidade de escolher exactamente o momento em que as peças começam a encaixar para rebentar com a ordem na minha vida. isso é apenas uma forma de terrorismo, tens razão, agora, não saber se vou conseguir acabar esta e já estar a pensar na próxima é só estúpido à brava. não fora eu trágica, até seria engraçada.

3.20.2010

hoje já me lembrei daquela fotografia tirada no final do ano em que nos conhecemos, o primeiro de todos os que passámos juntos. 

depois de me baptizares, sentaste-me ao teu colo ao volante do carro, eu sorria para a câmara divertida, tu olhavas para mim. e a fotografia captou tudo, mas tudo, o que se passava nesse olhar. 

nunca me disseste que gostavas que tivesse acontecido um rapaz na tua vida, mas eu sei que sim. teria facilitado tanta coisa, tantas conversas que não soubemos ter, tantas distâncias que podiam ter sido evitadas.

atrás daquela fotografia, a primeira desse olhar, vem a recordação das tardes intermináveis de praia, os nossos momentos, só nossos, fora de pé e o rigor com que me ensinaste a nadar. o rigor. contigo não aprendi só a nadar. aprendi na primeira pessoa que uma criança é uma criança, não é um adulto, e que o lugar das crianças é na cama às 20.00; que as crianças jantam antes dos adultos; que não há televisão à noite, nem espaço para quebrar regras. disseste-me uma vez por cima do meu choro que quando se quebra uma, se abre um precedente para quebrar muitas mais e isso é muito perigoso porque há regras bastantes mais determinantes na vida de alguém do que a proibição de partilhar o sofá com os mais velhos para ver a Bota Botilde. foi preciso que passassem alguns anos para perceber que querias ensinar-me o meu lugar no mundo, o que me deixa alguma esperança que o tempo me ajude a compreender tudo o que ainda não entendo. reconheço, pelo menos, a enorme sorte de te ter cá para nos podermos aprender sem urgências.

nunca me disseste que gostavas que tivesse acontecido um rapaz na tua vida, e eu nunca te admiti a ti que também desejei ser homem quando deixámos de saber falar sobre as coisas mais importantes. e tenho mais isto para te dizer: um dia quero ensinar o meu filho a nadar fora de pé. como tu. 

ainda vou a tempo. não vou, pai? 

3.14.2010

                       "     it's gonna be ok in the end,
                                                      if it's not ok...     it's not the end just yet.   "

3.12.2010

:: o tempo, o tempo

olha! de repente já é dia 12. quase quase meio do mês. já sei que me repito, mas o Verão está aí não tarda e depois será Natal... este ano, a Nós, adultos-criança, à Nossa! temo que nunca venhamos a crescer... ou melhor, espero.
e os dias assim em branco?

é ficar a vê-los. lançam-se ainda mais devagar na noite, lamentosos e penosos, muito dobrados em si mesmos, amarfanhados numa bola tosca. já foram amachucados com o único propósito de ficarem eternamente esquecidos no lixo mas talvez não se percam para sempre. ainda podem ser descobertos (há sempre em tudo a possibilidade de uma descoberta) pelas mãos de alguém que se dê ao trabalho de os desenrolar e lhes esticar os vincos com destreza, para que, mais erectos, recuperem a dignidade de receber risos e outras coisas. cores. dores. beijos. chuva. sentido. ainda assim, para já, não passam de dias em branco. monocromáticos e muito muito aborrecidos.

3.08.2010

ah, ah, ah, ah! acreditaram?!
aquele post ali em baixo, a imagem reluzente do três e do zero, era uma partidinha!
são 25 minha gente!

ah, ah, ah!!!! seus tolinhos...