6.26.2010
:: ...
ir para casa. ir um dia para casa, da mesma maneira que todos os dias, sobreviver ao trânsito, enfrentar a rotina. ir para casa um dia e encontrar-te lá.
e pôr o mundo no sítio outra vez.
e pôr o mundo no sítio outra vez.
6.22.2010
6.15.2010
:: a bola e eu
sou imune a esta ansiedade e excitação em dias de bola e Portugal. não compreendo a emoção, as lágrimas, o nervosismo. se calhar não tenho coração. ou então ele não pende para aqui... cada um é pró que dá!
3.31.2010
:: Páscoa é renascimento, a época perfeita para enterrar o frio!
apetecia-me meter-me num avião, de preferência em executiva (já que sonhamos é para sonhar alto), e que o voo fosse de pelo menos 12 horas, passadas as quais aterraria firme de Havaianas e pedicure perfeita numa praia de areia fina e águas turquesa, onde o cérebro não se habituasse ao cheiro a Verão para não correr o risco de deixar de o sentir nos primeiros 15 minutos. apetecia-me torrar ao sol debaixo de uns saudáveis 32º, temperados pelas águas de 25º e por cocktails refrescantes de fruta natural (ou tequilla shots).
pois. apetecer, era isto que me apetecia. mas não é o que me espera para já. de qualquer forma vou aproveitar os primeiros dias de Primavera na praia, tomar o pequeno-almoço numa esplanada com o rio tão próximo quanto possível, experimentar restaurantes novos e conversar, conversaaaar... São Pedro, como vês a situação é esta: uma momentU macilenta andará por território nacional desesperadamente à procura de sol, agora vê lá, não me lixes!
pois. apetecer, era isto que me apetecia. mas não é o que me espera para já. de qualquer forma vou aproveitar os primeiros dias de Primavera na praia, tomar o pequeno-almoço numa esplanada com o rio tão próximo quanto possível, experimentar restaurantes novos e conversar, conversaaaar... São Pedro, como vês a situação é esta: uma momentU macilenta andará por território nacional desesperadamente à procura de sol, agora vê lá, não me lixes!
3.28.2010
::despite the brightness of the day
devia começar por dizer que no que escrevo não há pretensão de procurar compreensão e apreço, ficava-me bem, mas não é verdade. escreve-se na via pública para que, ainda que não já, os momentos ou a vida que se escreveu sejam compreendidos um dia. por nós, em última instância.
não acredito em pessoas que não tenham a arrogância de querer entender tudo, sobretudo o que lhes diz respeito, nem em gente que nunca na vida se meteu no carro sem um destino traçado, para sentir o prazer de conduzir à deriva [a pilha de cigarros no cinzeiro]. demorar a chegar a lado nenhum é um conforto que poucos podem ter. os que não sentem a agonia de não conhecer o fim do livro são uma espécie diferente e fazem-me crer que não sofrem, mas também não amam desmedidamente ou são capazes de sentir o prazer maior do vento a dançar-lhes com os cabelos.
parece mal estar triste quando não se está doente. não se deve assumir a solidão quando há alguém que tem a felicidade embrulhada e pronta para nos oferecer. não se pode vestir o papel do autista inconsequente quando as nossas pessoas nos exigem o espírito presente. este estado de espírito não é compatível com os outros porque esses têm sempre a opção de deixar de gostar de nós.
só quando estou comigo sou eu própria, material em bruto. nada em mim é completo, aprumado ou sequencial. sou caos, orgulhosamente caos. escrever é desses momentos de deriva na estrada.
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