voyeurismo nas dunas de uma praia qualquer
8.14.2010
outro dia, por acaso, [tão por acaso que até foi no metro] numa conversa nada circunstancial, perguntou-me
e gostas do que fazes?
[as pessoas de toda a vida não fazem perguntas incómodas e não é por uma questão de sensibilidade. é porque nos conhecem de trás para a frente. mas os encontros por acaso provocam perguntas destas.]
talvez tenha desconversado. tenho vergonha de dizer que não gosto do que faço. é que não tenho certeza se não gosto [tem dias] e pagam-me bem. sei que isto não se diz aos outros e evita-se sentir. o raio da pergunta pôs-me a pensar. são mais os dias que não gosto, porra. mas pagam bem.
a inevitabilidade dos 30 traz-me esta necessidade, tão irónica meu deus!, de pôr em causa certas escolhas. e não podia haver idade mais imprópria. talvez até já tenha escrito sobre isto [a idade também me permite começar a repetir-me] sobre a janela de opções que se fecha à medida que o meu tempo se fecha também. e sobre o sufoco que trago na nuca por causa disso. é tão minha esta pretensão de pôr as coisinhas todas na sua devida caixinha. de achar que percebo o mundo e as pessoas até cair desta minha teatral superioridade sempre que vejo que não me conheço sequer a mim já com três décadas de convivência comigo própria.
descobri muito recentemente que tive uma adolescência tardia. a minha aconteceu aos 30.
e gostas do que fazes?
[as pessoas de toda a vida não fazem perguntas incómodas e não é por uma questão de sensibilidade. é porque nos conhecem de trás para a frente. mas os encontros por acaso provocam perguntas destas.]
talvez tenha desconversado. tenho vergonha de dizer que não gosto do que faço. é que não tenho certeza se não gosto [tem dias] e pagam-me bem. sei que isto não se diz aos outros e evita-se sentir. o raio da pergunta pôs-me a pensar. são mais os dias que não gosto, porra. mas pagam bem.
a inevitabilidade dos 30 traz-me esta necessidade, tão irónica meu deus!, de pôr em causa certas escolhas. e não podia haver idade mais imprópria. talvez até já tenha escrito sobre isto [a idade também me permite começar a repetir-me] sobre a janela de opções que se fecha à medida que o meu tempo se fecha também. e sobre o sufoco que trago na nuca por causa disso. é tão minha esta pretensão de pôr as coisinhas todas na sua devida caixinha. de achar que percebo o mundo e as pessoas até cair desta minha teatral superioridade sempre que vejo que não me conheço sequer a mim já com três décadas de convivência comigo própria.
descobri muito recentemente que tive uma adolescência tardia. a minha aconteceu aos 30.
8.06.2010
Max & Margaux from Shark Pig on Vimeo.
escreverei sobre isto quando conseguir recuperar das coisas que me fez sentir... agora vou ali à casa-de-banho limpar as lágrimas.
escreverei sobre isto quando conseguir recuperar das coisas que me fez sentir... agora vou ali à casa-de-banho limpar as lágrimas.
8.05.2010
8.02.2010
:: o verdadeiro relógio biológico
é quando o calendário entra no dia 1/08 e com ele se esvai por completo a vontade de trabalhar.
o meu relógio está bem desperto, essa é que é essa!
o meu relógio está bem desperto, essa é que é essa!
7.30.2010
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