o dia foi grande e cheio e não chega. dia de coisas simples, com tempo para desarrumar a cama com o corpo e demorar muito a arrastá-lo de lá para fora. pôr os pés no chão e andar descalça pela casa, pela primeira vez este ano com as meias grossas de todos os Invernos e ainda memorizar o cheiro do café com leite quente na chávena oval. saber armazenar este rol de sensações boas para ir buscar nos momentos críticos da semana. basta-me isto ao fim-de-semana, ter tempo de sobra para planear não fazer nada de especial.
hoje também houve um Chiado cheio de gente já com luzes de Natal e podia ter sido melhor ainda se tivesse havido crepe de chocolate com gelado. o meu espanto: novamente luzes de Natal... já passaram 12 meses? em pleno Chiado cheio de coisas boas, o fumo das castanhas e luzes de festa lembrei-me com saudade daquele Natal atípico na China e pareceu-me hoje mais Natal que nesse Dezembro.
nas ruas apinhadas as outras pessoas olham para nós a passear de mãos dadas com o coração e para rematar o fim-de-semana ele diz-me quero ir de férias contigo outra vez.
11.08.2010
11.07.2010
11.01.2010
10.31.2010
:: já é de dia e as nossas horas são sempre tão diferentes
não sei se é hábito ou aprendizagem, finalmente descobri qualquer coisa de muito muito confortável quando estes três elementos se encontram: o meu pijama, a chuva lá fora e tu uma divisão depois da minha, ainda a dormir. posso não te ver neste momento, mas sei-te aqui. sim, talvez seja hábito ou aprendizagem mas suspeito que a diferença entre o desconforto de antes e o conforto de agora esteja naquelas três palavras em itálico.
10.26.2010
10.25.2010
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