2.19.2013
2.18.2013
:: o Amor, MEC, o Amor...
um dia, Miguel, escreveste um livro inteiro sobre amores fodidos. eu tinha 14 anos, li-te com 17 e não percebi nada nessa altura. por volta dos 20 percebi tudo e de há uns anos para cá, quando leio as tuas crónicas, acho que percebo outra vez. o amor é bonito, não é fodido, mas é difícil. o amor é sobretudo difícil.
"Quem é que tem a sorte de ter um amor dele ou dela que ama ou que tem, seja amado ou amada? Tenho eu e conheço muitas pessoas que já têm ou que vão ter. Mas, tal como todos os outros apaixonados e todas as outras apaixonadas, desconfio, com calor na alma, que ninguém tem o amor que eu tenho pela Maria João, meu amor, minha mulher, minha salvação.
O amor sai caro — medo de perdê-la, medo do tempo a passar, medo do futuro — mas paga-se sem se dar por isso. Mentira. Dá-se por isso só nos intervalos de receber, receber, receber e dar, dar, dar.
Basta uma pequena zanga para parecer que todo aquele amor desmoronou: “Onde está esse teu apregoado amor por mim (de mãos nas ancas), agora que eu preciso dele?”
"Quem é que tem a sorte de ter um amor dele ou dela que ama ou que tem, seja amado ou amada? Tenho eu e conheço muitas pessoas que já têm ou que vão ter. Mas, tal como todos os outros apaixonados e todas as outras apaixonadas, desconfio, com calor na alma, que ninguém tem o amor que eu tenho pela Maria João, meu amor, minha mulher, minha salvação.
O amor sai caro — medo de perdê-la, medo do tempo a passar, medo do futuro — mas paga-se sem se dar por isso. Mentira. Dá-se por isso só nos intervalos de receber, receber, receber e dar, dar, dar.
Basta uma pequena zanga para parecer que todo aquele amor desmoronou: “Onde está esse teu apregoado amor por mim (de mãos nas ancas), agora que eu preciso dele?”
Quanto maior o amor, mais frágil parece. Quanto maior o amor, mais
pequeno é o gesto que parece traí-lo. Mas com que alegria nos
habituamos a viver nesse regime de tal terror!
Maria João, meu amor: o barulho que faz a felicidade é ouvires-me a perder tempo a resmungar e a pedir que tudo continue exactamente como está, para sempre. Que nada melhore. Que não tenhamos mais sorte do que já temos. Que nada mude nunca, a não ser quando mudamos juntos. E que fiquemos sempre não só com o que temos mas um com o outro.
É este o tempo que eu quero que dure, tu és o amor que eu tenho. Nunca te demores quando estás longe de mim, tem sempre cuidado, trata-te nas palminhas, que, cada vez que olho para ti, o meu coração cresce e eu amo-te cada vez mais."(MEC)
Maria João, meu amor: o barulho que faz a felicidade é ouvires-me a perder tempo a resmungar e a pedir que tudo continue exactamente como está, para sempre. Que nada melhore. Que não tenhamos mais sorte do que já temos. Que nada mude nunca, a não ser quando mudamos juntos. E que fiquemos sempre não só com o que temos mas um com o outro.
É este o tempo que eu quero que dure, tu és o amor que eu tenho. Nunca te demores quando estás longe de mim, tem sempre cuidado, trata-te nas palminhas, que, cada vez que olho para ti, o meu coração cresce e eu amo-te cada vez mais."(MEC)
2.15.2013
é uma razia!
coisas avulsas que me ocorrem assim de repente depois de ler isto:
- parece que os dinossauros faleceram assim
- os dinossauros eram tipos bastante resistentes
- não querendo parecer egoísta, talvez fosse de interesse público percebermos todos por que zona é que o asteróide vai passar
- espero que seja no deserto
apraz-me o carácter prático de certas pessoas. malta, é estarmos todos alerta!
2.14.2013
what you were
will not happen again.
the tigers have found me
and I do not care.
- Charles Bukowski -
will not happen again.
the tigers have found me
and I do not care.
- Charles Bukowski -
2.13.2013
:: I have a problem with choices
my dear macaquinha, superada a dificuldade de sentir que estou deixar muitas coisas boas e más de fora e a angústia de não saber bem se estas são mesmo o top do top, aqui fica a minha resposta, sem ordem de preferência e sem rigor na escolha. é como aqueles exercícicios que vemos nos filmes em sessões de psico-terapia: são as primeiras coisas que me vieram à cabeça!
+
as colinas de Lisboa * palavras * fins de tarde de praia na esplanada a comer petiscos e a beber sangria * beijos com sabor a sal * o focinho molhado do meu cão * tatuagens pequeninas * ouvir a minha avó chamar-me "carochinha" outra vez * Paris * descobrir num olhar habitualmente duro uma doçura que alguém usa só para mim * café e croquetes, ou um café curto com um croquete.
-
conflitos * partidas sem regresso previsto * de ir ao banco, ao médico, de tratar de coisas que são necessárias mas chatas em geral * pipocas moles * chá * do parvalhão do gangnam style * da primeira vez que visto o bikini todos os anos * perder aviões * chuva * cerveja.
e para dar sequência desafio a Peixa e a Sofia que tem um blogue com um nome que tem tudo a ver com este exercício :)
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as colinas de Lisboa * palavras * fins de tarde de praia na esplanada a comer petiscos e a beber sangria * beijos com sabor a sal * o focinho molhado do meu cão * tatuagens pequeninas * ouvir a minha avó chamar-me "carochinha" outra vez * Paris * descobrir num olhar habitualmente duro uma doçura que alguém usa só para mim * café e croquetes, ou um café curto com um croquete.
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conflitos * partidas sem regresso previsto * de ir ao banco, ao médico, de tratar de coisas que são necessárias mas chatas em geral * pipocas moles * chá * do parvalhão do gangnam style * da primeira vez que visto o bikini todos os anos * perder aviões * chuva * cerveja.
e para dar sequência desafio a Peixa e a Sofia que tem um blogue com um nome que tem tudo a ver com este exercício :)
2.11.2013
é esta consciência da fragilidade das relações humanas que me lixa. é por causa dela que não consigo tranquilizar-me perante afastamentos que podem ser só temporários. e necessários.
preciso de saber aceitar, de saber afastar-me, de permitir que se afastem de mim e de aprender a zangar-me quando é preciso. 32 anos e ainda tão pouco discernimento!
preciso de saber aceitar, de saber afastar-me, de permitir que se afastem de mim e de aprender a zangar-me quando é preciso. 32 anos e ainda tão pouco discernimento!
2.04.2013
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